As cidades imaginárias
1º lugar | 9º ano • As cidades imaginárias
“As cidades invisíveis” e suas reflexões
Italo Calvino foi um dos escritores mais importantes da segunda metade do século XX. Nasceu em Cuba, mas foi para a Itália depois de seu nascimento. Lutou contra o facismo durante a 2ª guerra até se instalar em Turim. Lançou “A trilha dos ninhos de aranha” em 1947, foi sua primeira obra.
Na obra “As cidades invisíveis”, o conhecido viajante Marco polo conta para Kublai Khan (imperador mongol) como eram as incontáveis cidades do vasto império mongol. No capítulo “As cidades e o desejo”, ele apresenta mais uma cidade imaginária chamada Fedora. Nela, seus habitantes passam a contemplar a cidade ideal por meio de esferas de vidro. Assim propondo uma reflexão de que sonhar com o seu ideal e ficar preso naquilo, é apenas uma negação. Assim fazendo com que sua própria população não faça nada para mudar a cidade pelo fato de não aceitarem que eles não têm a cidade dos sonhos.
Além de que, várias cidades imaginárias desse livro, serviram e servem de inspiração para muitas pessoas até hoje. Por exemplo, a arquiteta peruana Karina Puente está recriando essas cidades de acordo com sua imaginação. Isso aparenta ser bom, pois a obra conseguiu inspirar alguém em seu trabalho. É uma obra que fortifica nossa imaginação através das metróles irreais.
Portanto, se você é uma pessoa interessada em livros que te fazem imaginar e/ou que propõe reflexões, deve ler “As cidades invisíveis”. Esse livro é mais destinado ao público adulto, mas adolescentes também conseguem tirar uma boa interpretação dessa obra. Um livro inspirador e com muitos argumentos que te farão pensar.
2º lugar | 9º ano • As cidades imaginárias
As possibilidades de uma cidade
O livro “As cidades invisíveis”, do escritor cubano Italo Calvino, relata as experiências do viajante Marco Polo ao imperador mongol Kubai Khan. A obra faz importantes reflexões nas quais as cidades visitadas pelo explorador deixam de ser “um conceito geográfico para se tornar um símbolo complexo e inesgotável da experiência humana.
Tal reflexão se encontra no capítulo “As cidades e o desejo”, no qual a metrópole Fedora possui, em seu castelo, diversas esferas de vidro que apresentam modos como a cidade poderia ter se tornado. Entretanto, cada esfera corresponde a diferentes desejos dos habitantes, como o canal (que fora ressecado) cheio de água.
Portanto, é impossível que haja uma Fedora perfeita e que atenda a todas as demandas de seus moradores. Pois certa esfera “reúne o que é considerado necessário, mas inda não o é; as outras, o que se imagina possível e um minuto mais tarde deixa de sê-lo”.
Em conclusão, é possível relacionar o texto com a sociedade atual, na qual uma cidade não é utópica e capaz de realizar todos os desejos e demandas do povo, tanto no coletivo quanto no individual. O texto pode ser direcionado à adultos que gostam de refletir sobre questões públicas e a vivência em coletivo da sociedade.
3º lugar | 9º ano • As cidades imaginárias
Cidades imaginárias
A obra “As cidades invisíveis” versão de 1990 foi escrita por Italo Calvino, um cubano, que logo após seu nascimento foi para a Italia onde presenciou o período da Segunda Guerra Mundial. Posicionou-se contra o partido fascista e até 1956 aderiu ao partido comunista. Em seu livro já mencionado, um dos fatores mais relevantes é a complexidade da experiência humana.
Diante disso, a história retrata um personagem, Marco Polo, que é um viajante responsável por descrever para Kublai Khan, um conquistador mongol, as cidades de seu imenso império.
No capítulo “As cidades e o desejo” página 32, é apresentada a metrópole Fedora. Em seu centro existe um palácio de metal no qual em cada cômodo se estabelece uma esfera de vidro, com dentro uma cidade azul, que nada mais é de que um modelo para outra Fedora, ou seja, sua possível forma a depender de acontecimentos e a maneira em que foram lidados. Tudo o que se tinha ali de diferente, que antes poderia ser um futuro, no momento atual, deixava de sê-lo e como até mencionado no texto “não passava de um brinquedo numa esfera de vidro”. A partir disso, o tal palácio das esferas passou a ser um museu frequentando pelos habitantes, que o visitavam em busca de contemplar seus desejos, não realizados por diversos fatores como secas, banimentos ou falta de estrutura. O texto conclui-se com um último parágrafo, neste é contado que no atlas de Grande Khan tanto Fedora, quanto suas miniaturas são presentes, não porque sejam reais, mas sim por serem todas supostas.
Portanto, o imaginário local era armazenado, deixando a mostra as diversas ideias que por diferentes fatores não se sustentaram. Logo, pode-se dizer que a obra é recomendada principalmente para um público jovem adulto que pela viva imaginação pode se interessar pela fantasia e incríveis acontecimentos narrados.
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